O que me motivou a escrever sobre o assunto de hoje foi um paciente internado no hospital onde eu trabalho.
Alguns acidentes incomuns vez por outra ocorrem. Recentemente fui fazer a admissão de um paciente e o diagnóstico era “pênis quebrado”.
Como a maioria de vocês, eu ri. O médico que atendeu registrou com esse nome, mas deveria ter colocado “fratura peniana” que é o nome mais adequado.
Aos que pensaram “como assim o pênis pode quebrar?”, digo-vos de antemão que pênis não tem osso. A fratura em questão é uma lesão causada pelo rompimento de uma camada de tecido que reveste os corpos cavernosos. É uma lesão relativamente incomum, geralmente causada por um trauma abrupto a um pênis ereto. O tratamento é uma cirurgia reparatória. As causas mais comuns da fratura são a relação sexual e a masturbação excessivamente vigorosa.
O paciente em questão, de acordo com a lenda que correu solta pelo hospital, estaria praticando o coito com uma mulher gorda de porte físico avantajado, e durante uma cavalgada mais animalesca penetração mais vigorosa, o Bráulio do nosso amigo veio a se romper.
Explicado o assunto, vamos ao que interessa: a cultura inútil (ou nem tanto).
Sigmund Fróid Freud era um cara meio pancada, que cheirava cocaína pra acalmar as ideias (isso não é mentira!). A obra dele revolucionou a maneira como o homem se via, o mundo artístico da sua contemporaneidade, e até hoje tem reflexos nas análises que as pessoas fazem achando que nada de novo surgiu na psicologia desde então. Como deve ser de conhecimento geral, ele teorizou muito sobre o falo, que as pessoas associam ao pênis.
Freud devia ser um pevertido sexual para achar que todos os problemas do homem estão relacionados ao seu pênis (ou à vontade de transar com a mãe) e os problemas da mulher estarem relacionados à inveja que sentem do pênis (ou à vontade de transar com o pai).
Sonhos com guarda-chuva, faca, ou qualquer outra coisa que lembre o formato do pênis, eram sinais interpretados por ele. Sonhos com vasos, bacias ou qualquer outro objeto que lembrasse um receptáculo, era interpretado como uma vagina esperando para ser preenchida pelo pênis.
Só para esclarecer: muitos podem pensar que no contexto da psicanálise existem apenas dois tipos de seres humanos: os que têm o falo (os homens) e os que não têm o falo (as mulheres). Na verdade, ninguém tem o falo! O falo é a representação simbólica do pênis. O que se deve ter em mente é o medo de se perder. O homem morre de medo de ser castrado e a mulher tem inveja do homem porque já nasceu castrada.
É por isso que os homens geralmente são competitivos: quem pega a garota mais bonita da escola, quem tem o melhor carro, o melhor salário. A garota, o carro e o emprego são como falos. E tão importante quanto ter o falo, é mostrar que tem. Talvez até por isso homens se dão muito melhor com a própria imagem pelados, gostam de andar nus pela casa, dão aquela balangadinha na frente da esposa ao sair do banho, enquanto as mulheres insistem em esconder o tesouro (a maioria, pelo menos).
(Essas ideias são de Freud e Lacan, que é mais piradão ainda. Para melhores informações, sugiro uma olhada no site Divulgar Ciência)
Perversões sexuais/psicanalíticas a parte, todo homem tem uma relação especial com seu amigão, e isso se reflete na competição que existe, desde a infância, para saber quem tem o pinto maior. Então para cuidar melhor do seu instrumento de trabalho, vão algumas curiosidades.
- Fumar pode diminuir o tamanho do dito cujo. Na verdade atrapalha o fluxo sanguíneo, o que compromete o tamanho final e o desempenho.
- O orgasmo médio de um homem dura 6 segundos. Da mulher dura 23 segundos. Então, mulheres, se vocês realmente querem igualdade de direitos, para cada orgasmo que vocês tiverem, tenham certeza que seu parceiro teve 4.
- Existem dois tipos de pênis: o que fica menor durante a maior parte do tempo, e cresce e alarga durante a ereção (maioria dos homens, estima-se que 80%); e o que aparenta ser grande durante todo o tempo, mas durante a ereção não cresce (os outros 20%). Então, mulheres, cuidado com a propaganda enganosa ao ficarem olhando os homens de sunga na praia.
- Pesquisadores alemães disseram que a duração média do ato sexual (penetração até a ejaculação) é de 2 min e 50 s (só se for na Alemanha!). Entretanto as mulheres percebem como se durasse 5 min e 30 s. Essa matemática favorece os homens.
- Reza a lenda que o rei Fetefehi de Tonga deflorou 37800 virgens entre 1770 e 1774, cerca de 7 virgens por dia. Aham! O segundo colocado deve ter sido o Boto-cor-de-rosa, seguido do Saci Pererê.
Algo que sempre é motivo de argumentação é o tamanho. Vai uma classificação séria (utilizada na urologia). A medida é da base à extremidade, ereto.
Micropênis – < 10 cm
Pequeno – 10 a 12 cm
Médio – 13 a 16 cm
Grande – 17 a 22 cm
Macropênis – > 22 cm
Micro e macropênis são considerados desconfortáveis ou “insuficientes” para o sexo. Do pequeno ao grande, a satisfação depende do dono.
Agora, não se iluda achando que as mulheres não comentam com as amigas quando veem um “juninho”. hahahaha
Fato inútil do dia: o afamado nome Bráulio se deve a uma campanha antiga do Ministério da Saúde contra a AIDS, em que o indivíduo conversava com o seu “melhor amigo”, cujo nome era Bráulio. Inúmeras reclamações de mães cujos filhos se chamavam Bráulio fizeram com que a campanha fosse retirada do ar em pouco tempo. Agora imagina ter o nome Bráulio e o sobrenome Pinto.

Como Freud explicaria Ariadna? Inveja das mulheres? Eu não quero mais meu falo!
tive que fazer uma pesquisa no Gúgou pra saber quem era Ariadna.
pois é, esses transexuais contradizem isso tudo, né. nasceram com o pênis mas na verdade querem é castrá-lo.
aí você vai ter que perguntar pra algum psicanalista.
sou um mero inuticultor.
Até que seu post não foi inútil =)…
Só te desmascarando… eu duvido que precisou consultar o Gúgou pra saber quem é Ariadna… Rsrsrsrsrsrs
Braulio e Pinto no nome… hammm e doutor ainda por ser medico?!
você acha que eu não escrevi de propósito, pensando no titio?
hehehe
Só pra navegar no mundo da inutilcultura com vc, Douglas, a minha teoria é que o problema do Freud não era nem muito perversão sexual não, era mais falta de sexo mesmo, idéia fixa.
Puxa, to vendo pq vc não tá mto afiado na sétima arte, hein? Tem tido outras preocupações na cabeça… rsrs…
Muito divertido o blog, não conhecia e adorei!
obrigado, Zi
sintasse a vontade pra passear por aqui e voltar.
como vou passar o carnaval em brasília, acho q vou aproveitar pra me atualizar com a última arte mesmo.
pena q a temporada de premiações acabou
heehhe
Douglas.
Esse seu blog é muito legal!
Gostei da informação e da inuticulidade…